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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

SAIBA MAIS SOBRE O BRUXISMO



O bruxismo é um hábito parafuncional que leva a pessoa a ranger os dentes de forma rítmica durante o sono ou, menos prejudicialmente, durante o dia. É observado em pessoas de todas as idades e geralmente está relacionado ao alto nível de estresse.  Pode causar desgastes nos dentes e agir como um dos fatores causais das dores de cabeça e distúrbios da articulação temporomandibular.
Ranger os dentes à noite e apertá-los durante o dia formam um problema progressivo que o paciente frequentemente não nota e só percebe se prestar atenção na própria tensão muscular ou se o rangido noturno é escutado por outra pessoa.
O esmalte dentário é o primeiro a receber os prejuízos do bruxismo, e o desgaste anormal dos dentes é o sinal mais frequente do bruxismo, principalmente nos dentes anteriores.
Há 2 tipos de bruxismo:  cêntrico, ato de apenas apertar os dentes, ou excêntrico, onde além de apertar os dentes há também o ranger dos dentes. Ambos são sempre involuntários.
O bruxismo não é necessariamente uma doença. Trata-se mais de uma disfunção. Algumas pessoas portadoras de bruxismo podem não desenvolver maiores prejuízos ao sistema mastigatório.
O bruxismo noturno pode ocorrer em praticamente todos os estágios do sono. Neste caso, o bruxismo envolve movimentos rítmicos semelhantes aos da mastigação, intercalados por longos períodos de contração dos músculos mandibulares. Essas contrações costumam ser fortes e até superar aquelas realizadas durante a mastigação normal consciente. Costumam durar o suficiente para produzir fadiga e dor muscular.

Causas
As causas normalmente estariam relacionadas a fatores psicológicos, como tensão emocional, agressão reprimida, ansiedade, raiva, medo, frustrações e estresse. A frequência e a severidade do bruxismo podem variar e parecem estar altamente associadas ao estresse emocional e físico.

Consequências
O bruxismo costuma levar ao desgaste dentário, má oclusão severa, trauma oclusal, fratura dentária, cefaleias e dores musculares. O bruxismo é considerado uma das causas das desordens temporomandibulares devido à possibilidade de desencadear dor ou disfunção na musculatura mastigatória e /ou articulação temporomandibular.

Tratamento
Atualmente pode-se optar pela utilização de uma placa estabilizadora, de resina acrílica, para proteger os dentes e demais componentes do sistema mastigatório durante as crises noturnas de bruxismo. Além disso, a placa ainda reduziria a atividade elétrica de músculos elevadores da mandíbula, como masseter e temporal, reduzindo assim a atividade tensional. Porém, a colocação de placas constitui-se num tratamento sintomático. O ideal seria o tratamento dos estados tensionais, estressantes ou ansiosos que produzem o bruxismo.
Além da placa, a maior novidade no tratamento do bruxismo atualmente é a aplicação da toxina botulínica, conhecida comercialmente como Botox®. Ao aplicar a toxina no masseter, um dos músculos da face, a tensão diminui. Assim, o tecido não tem força suficiente para promover o atrito entre os dentes, que causaria o desgaste. A toxina botulínica começa a atuar quatro dias depois da aplicação e sua ação diminui com o passar do tempo.
No nosso consultório também utilizamos Acupuntura e Auriculoterapia para tratar o bruxismo, atuando tanto na sintomatologia como na causa, diminuindo a dor, controlando a ansiedade e o estresse emocional.

Se você ainda tem alguma dúvida sobre o bruxismo, envie-nos por e-mail ou marque sua consulta!

Clarisse Midori Machado

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

TOXINA BOTULÍNICA NO DENTISTA

Na odontologia, a substância é uma novidade. Ela reduz as dores na face e os efeitos do bruxismo. Basta uma aplicação

por Lúcia Nascimento • ilustração Omar Grassetti • design Fred Scorzzo

Ela ganhou fama nos tratamentos estéticos por retardar o surgimento de marcas de expressão. Mas, quem diria, também minora dores e disfunções na mandíbula, além de deixar o sorriso mais bonito, sobretudo quando a gengiva aparece mais do que deveria. Estamos falando da toxina botulínica, um veneno produzido pela bactéria Clostridium botulinium, que, em pequenas doses, auxilia no combate a diversos problemas. Ele é conhecido no meio médico desde a década de 1960. Porém, só há pouco mais de um ano ganhou espaço nos consultórios odontológicos do país.
No dentista, a aplicação mais comum é no tratamento do bruxismo, disfunção que afeta cerca de 30% dos brasileiros e se caracteriza pelo ranger dos dentes durante o sono. "Ao aplicar a toxina no masseter, um dos músculos da face, a tensão diminui. Assim, o tecido não tem força suficiente para promover o atrito entre  os dentes, capaz de causar desgaste", explica Sidmarcio Ziroldo, que é professor da Universidade Cruzeiro do Sul, em Curitiba, no Paraná, e um dos pioneiros no uso da substância na odontologia.
Por trás da proeza, o velho mecanismo de ação dessa toxina: ela bloqueia a liberação de um químico chamdo acetilcolina, neurotransmissor que transporta mensagens entre o cérebro e as fibras musculares. Sem ordens para se movimentar, o tecido relaxa e, quando sua tensão está por trás de tormentos, eles vão embora - pelo menos durante os seis meses em que perdura o efeito.
"A toxina botulínica começa a atuar quatro dias depois da aplicação e sua ação diminui com o passar do tempo", diz o neurologista Nilson Becker, colaborador do Ambulatório de Toxina Botulínica do Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná. Por isso, são necessárias novas picadas periodicamente. Mas sem exageros. "O intervalo mínimo é de 90 dias. Isso porque o organismo reconhece a substância como um corpo estranho e cria anticorpos contra ela", lembra Becker. Se esse prazo for desrespeitado, há o risco de o tratamento não surtir o efeito esperado.
A vantagem desse recurso terapêutico é apresentar um resultado eficaz e rápido, sem quase nenhuma contraindicação. "Somente os intolerantes à lactose precisam evitá-lo", alerta o especialista em periodontia Daniel Vasconcellos, da Academia Brasileira de Osseointegração. É que o açúcar do leite serve como uma espécie de veículo para a droga. Para quem tem esse tipo de reação, existem outras formulações, geralmente mais caras. "Também não recomendamos a toxina para indivíduos com atividade muscular comprometida, já que ela relaxará ainda mais o tecido", finaliza Sidmarcio Ziroldo.

Os três usos na odonto - Conheça os tratamentos em que a toxina botulínica pode ser empregada pelo seu dentista:
- Bruxismo
O que é: o músculo mastigatório trabalha além da conta à noite, o que desencadeia o atrito entre os dentes e, como consequência, seu desgaste.
Tratamento convencional: com placas noturnas, para impedir o contato entre os dentes.
Vantagens da toxina botulínica: o método tradicional atrapalha o descanso. Com a toxina, isso não ocorre.
- Dor facial
O que é: trata-se de uma sensação dolorosa provocada por alterações na articulação que liga o maxilar à mandíbula - ali está localizado um complexo sistema de músculos, ligamentos e ossos.
Tratamento convencional: com medicamentos, que podem provocar efeitos colaterais.
Vantagens da toxina botulínica: á aplicada diretamente no músculo, sem reações desagradáveis.
- Sorriso gengival
O que é: disfunção em que a gengiva é exposta excessivamente quando o indivíduo sorri.
Tratamento convencional: por meio de cirurgia.
Vantagens da toxina botulínica: não é invasiva, sendo aplicada nos músculos responsáveis pelo sorriso, relaxando essa musculatura.

Matéria extraída da revista "Saúde é Vital", julho/2011

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

TOXINA BOTULÍNICA NA ODONTOLOGIA

Amplamente utilizada na medicina estética, a toxina botulínica demonstrou propriedades terapêuticas para o tratamento de patologias odontológicas. Seu princípio, ou seja, o relaxamento muscular, é útil no tratamento de problemas como bruxismo e dor facial.
O tratamento baseia-se na aplicação de pequenas quantidades em músculos da face que acarretam certos problemas. Pacientes que sofrem de bruxismo, por exemplo, podem se livrar da necessidade do uso de placas interoclusais de correção, uma vez que a aplicação da toxina botulínica no masseter, músculo que dá sustentação à mandíbula, relaxa esse músculo e diminui os sintomas no paciente. Além do bruxismo, patologias como disfunção temporomandibular (DTM), cefaléias (dores de cabeça) de origem muscular,  hiperatividade muscular  e dor facial também podem ser tratadas. A toxina botulínica também tem importante papel na correção do sorriso gengival, melhorando muito a estética do sorriso.
O tratamento é sintomático, ou seja, apenas alivia os sintomas. A duração dos efeitos é variável, durando em média quatro meses. Após este período, são necessárias novas aplicações. Os efeitos colaterais são raros e transitórios, dependendo do local de aplicação, e incluem fraqueza generalizada quando as doses ultrapassam o indicado, boca seca, queda das pálpebras e dificuldade de deglutição. Por isso é muito importante que a aplicação seja realizada por um profissional da odontologia devidamente capacitado.
O principal objetivo desta técnica é melhorar a qualidade de vida do paciente sem ter que submetê-lo a procedimentos cirúrgicos invasivos.
Nós já temos uma profissional capacitada para realizar tratamento com toxina botulínica em nosso consultório. Se você se interessou ou possui alguma dúvida a respeito deste 
tratamento, marque sua avaliação ou envie-nos um e-mail.


Clarisse MIdori Machado